"Sempre gostei de usar lápis...
Sempre gostei de poder escrever sem ter que riscar.
É fácil passar borracha.
Meu coração é escrito à lápis.
Apago nomes, escrevo outros, apago e reescrevo.
Quantas vezes eu quiser.
Sempre achei que meu coração não falava comigo, que não me obedecia, que não me queria.
Quanta bobagem.
Na verdade eu escrevo sem perceber, e apago sem querer.
O coração é meu e de mais ninguém.
Sofrer não é desculpa de não se controlar...
É desculpa de não saber que pode apagar, porque quando a gente quer...
A gente apaga."