sábado, 5 de julho de 2008
não dormi. fingi ser meu travesseiro alguém e conversei. conversei não, falei e ele prontamente me ouviu. falei de outro que me deixa assim, uma espécie de palhaça realmente feliz, mais que mera maquiagem. encurtei todas as distâncias, coloquei nossa música, fiz tua comida preferida. fomos ao nosso lugar secreto. desconheci sua voz, mas conheci seus detalhes, sua foto engraçada e sua mão suada. fui até aí, cheguei atrás de ti e te fechei os olhos. tocou minha mão, sentiu o cheiro e chamou meu nome. desse momento em diante nós nos misturamos. conheci teu sapato no meio da sala e tu se assustou com minha tpm. já não quis outro pé, nariz gelado ou travesseiro, teu braço me bastou. não quis outra inspiração e isso ainda me soa estranho, outros me acham louca. tua voz é a trilha sonora dessa loucura. ainda tem mais. prometo guardar esse mundo de coisas pra o restante da vida. faço parte dos que pedem pro tempo correr e que n'alguma hora pedem pra ele parar. eu sei. eu descubro você. agora. justo agora.
domingo, 11 de maio de 2008
caio fernando abreu.
"Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque tenho medo e estou sozinho, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois."
sábado, 10 de maio de 2008
caio fernando abreu.
"Está tudo planejado:
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva ou se houver vento,
se eu estiver cansado dessa antiga melancolia,
cinza fria sobre as coisas conhecidas pela casa,
a mesa posta e gasta.
Está tudo planejado:
apago as luzes,
no escuro e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te.
Ou então visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa onde possa
dançar rock até cair."
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva ou se houver vento,
se eu estiver cansado dessa antiga melancolia,
cinza fria sobre as coisas conhecidas pela casa,
a mesa posta e gasta.
Está tudo planejado:
apago as luzes,
no escuro e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te.
Ou então visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa onde possa
dançar rock até cair."
sexta-feira, 9 de maio de 2008
henry ford.
"Se você pensa que pode ou, que não pode. De qualquer forma você está certo."
não esquecer.
não esquecer.
sábado, 3 de maio de 2008
caio fernando abreu.
"Quase três da manhã. Não temos onde ir, nunca tivemos aonde ir. Um nojo, vez em quando me dá asco - nojo é culpa, nojo é moral - você se sente sórdido, baby? - eu tenho medo, eu não quero correr risco - não é mais possível - vamos parar por aqui - quero acordar cedo, fazer cooper no parque, parar de beber, parar de fumar, parar de sentir - estou muito cansado - não faz assim, não diz assim - é muito pouco - não vai dar certo - anormal, eu tenho medo - medo é culpa, medo é moral - não vê que é isso que eles querem que você sinta? Medo, culpa, vergonha - eu aceito, eu me contento com pouco - eu não aceito nada nem me contento com pouco - eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo!"
quinta-feira, 1 de maio de 2008
eternal sunshine of the spotless mind.
- Joely?
- Yeah, Tangerine?
- Am I ugly? When I was a kid I though I was. I can't believe I'm crying already. Sometimes I think people don't understand how lonely it is to be a kid. Like you don't matter. So... I'm eight and I have all these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine. And I keep yelling at her: 'You can't be ugly! Be pretty!'. It's weird. Like if I can transform her I would magically change too.
- You're pretty.
- Joely, don't ever leave me...
- You're pretty. You're pretty. Mierzwiak, please let me keep this memory. Just this one.
http://www.youtube.com/watch?v=XmR6T75OCsw

- Yeah, Tangerine?
- Am I ugly? When I was a kid I though I was. I can't believe I'm crying already. Sometimes I think people don't understand how lonely it is to be a kid. Like you don't matter. So... I'm eight and I have all these toys, these dolls. My favorite is this ugly girl doll who I call Clementine. And I keep yelling at her: 'You can't be ugly! Be pretty!'. It's weird. Like if I can transform her I would magically change too.
- You're pretty.
- Joely, don't ever leave me...
- You're pretty. You're pretty. Mierzwiak, please let me keep this memory. Just this one.
http://www.youtube.com/watch?v=XmR6T75OCsw
caio fernando abreu.
"Sempre gostei de usar lápis...
Sempre gostei de poder escrever sem ter que riscar.
É fácil passar borracha.
Meu coração é escrito à lápis.
Apago nomes, escrevo outros, apago e reescrevo.
Quantas vezes eu quiser.
Sempre achei que meu coração não falava comigo, que não me obedecia, que não me queria.
Quanta bobagem.
Na verdade eu escrevo sem perceber, e apago sem querer.
O coração é meu e de mais ninguém.
Sofrer não é desculpa de não se controlar...
É desculpa de não saber que pode apagar, porque quando a gente quer...
A gente apaga."
Sempre gostei de poder escrever sem ter que riscar.
É fácil passar borracha.
Meu coração é escrito à lápis.
Apago nomes, escrevo outros, apago e reescrevo.
Quantas vezes eu quiser.
Sempre achei que meu coração não falava comigo, que não me obedecia, que não me queria.
Quanta bobagem.
Na verdade eu escrevo sem perceber, e apago sem querer.
O coração é meu e de mais ninguém.
Sofrer não é desculpa de não se controlar...
É desculpa de não saber que pode apagar, porque quando a gente quer...
A gente apaga."
quarta-feira, 30 de abril de 2008
caio fernando abreu.
"Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é vera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos".
terça-feira, 29 de abril de 2008
luiza possi - legião urbana
se eu quiser me convencer, tudo pode ser então um bom motivo pra eu desistir.
então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distante de tudo...
então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distante de tudo...
caio fernando abreu.
"Uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar".
caio fernando abreu.
"Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que me leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso."
caio fernando abreu.
"Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo."
segunda-feira, 28 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
caio fernando abreu.
"Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis não formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem
e sobretudo, como dizias, emoções. (...), mas já não sou capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado e um pouco mais dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira".
e sobretudo, como dizias, emoções. (...), mas já não sou capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado e um pouco mais dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira".
26/04/2008
hoje eu acordei com um aperto macio no peito e uma vontade de voltar pra aquele sonho onde andávamos em um campo grande e colorido, a grama era tão mas tão mas tão verdinha e eu tinha tanta mas tanta mas tanta urgência em te apertar, em te abraçar, em te beijar e em te gritar te sussurrar te inundar do meu amor.
e era tão bom correr ao seu lado e sorrir, gargalhar, te morder, ah, amor, tínhamos uma plantação enorme de margaridas-comestíveis, e elas eram tão doces quanto o seu beijo e tão gostosas quanto o seu abraço.
e toda vez que eu ia te dizer que te amava, eu só gritava 'MARGARIDAS' e então você entendia, e respondia 'MARGARIDAS, AMOR!' e éramos tão mas tão mas tão felizes naquele mundinho colorido que tinha um arco-íris só com tons de cor-de-rosa e cor-de-margarida, e amor, eu não queria acordar, eu não queria sair de lá nunca, nunquinha mais.
e eu quero te repetir, te repetir, te repetir agora, todos os dias, todos todos todos MARGARIDAS MARGARIDAS MARGARIDAS, meu amor! ♥
e era tão bom correr ao seu lado e sorrir, gargalhar, te morder, ah, amor, tínhamos uma plantação enorme de margaridas-comestíveis, e elas eram tão doces quanto o seu beijo e tão gostosas quanto o seu abraço.
e toda vez que eu ia te dizer que te amava, eu só gritava 'MARGARIDAS' e então você entendia, e respondia 'MARGARIDAS, AMOR!' e éramos tão mas tão mas tão felizes naquele mundinho colorido que tinha um arco-íris só com tons de cor-de-rosa e cor-de-margarida, e amor, eu não queria acordar, eu não queria sair de lá nunca, nunquinha mais.
e eu quero te repetir, te repetir, te repetir agora, todos os dias, todos todos todos MARGARIDAS MARGARIDAS MARGARIDAS, meu amor! ♥
sábado, 26 de abril de 2008
ana cláudia saldanha jácomo
"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver."
caio fernando abreu.
"E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem."
caio fernando abreu.
"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim?"
caio fernando abreu.
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o comeco, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engracado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarcar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você nao me deixa."
caio fernando abreu.
"Isso é o que te desejo na nova década. Zézim, vamos lá. Sem últimas esperanças. Temos esperanças novinhas em folha, todos os dias. E nenhuma, fora de viver cada vez mais plenamente, mais confortáveis dentro do que a gente, sem culpa, é. Let me take you: I’m going to strawberry fields."
caio fernando abreu.
"Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento. Mas não em você, se sempre foram de ternura nossos encontros e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos reconhecíamos precários, carentes, incompletos. Meras tentativas, nós. Mas doces. Por que então assim tão de repente e duro, por quê?"
terça-feira, 22 de abril de 2008
o que eu também não entendo - jota quest

essa não é mais uma carta de amor: são pensamentos soltos, traduzidos em palavras pra que você possa entender o que eu também não entendo.
amar não é ter que ter sempre certeza. é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém. é poder ser você mesmo e não precisar fingir, é tentar esquecer e não conseguir fugir.
já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado - mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos.
sei que nunca fui perfeita, mas com você eu posso ser até eu mesma que você vai entender!
posso brincar de descobrir desenho em nuvens, posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis *-* posso tirar a sua roupa, posso fazer o que eu quiser. posso perder o juízo, mas com você eu tô tranqüila!
e agora o que vamos fazer? eu também não sei.
afinal, será que amar é mesmo tudo? se isso não é amor, o que mais pode ser?
estou aprendendo também... ♥
[21/04/08]
segunda-feira, 21 de abril de 2008
caio fernando abreu.
"Ou não dizer nada, são uns animais, não iriam entender, perguntariam por que, ela te chutou? não iriam entender que vezenquando a gente fica triste sem motivo, ou pior ainda, sem saber sequer se está mesmo triste. Mas podia aceitar, entrar no carro, vamos até à praia? deitar a cabeça nos braços, apoiar os braços na janela aberta, vento entrando, remexendo nos cabelos, no rosto, jeito de lagrima querendo rolar ."
domingo, 20 de abril de 2008
tentando pintar essas flores com o nome de "amor-perfeito";
- e por que você simplesmente não esquece tudo isso?
- porque eu amo.
- quando você não amava era mais feliz.
- só não sofria. mas não era feliz.
- preferia você daquele jeito.
- eu também... eu também...
eu vou despedaçar você (e o meu ♥) todas as vezes que eu lembrar por onde você já andou sem mim.
- porque eu amo.
- quando você não amava era mais feliz.
- só não sofria. mas não era feliz.
- preferia você daquele jeito.
- eu também... eu também...
eu vou despedaçar você (e o meu ♥) todas as vezes que eu lembrar por onde você já andou sem mim.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
caio fernando abreu.
Zézim, remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente...
caio fernando abreu.
Você deixou de queimar fumo e foi procurar Deus. Que é isso? Tá substituindo a maconha por Jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
caio fernando abreu.
Também porque aconteceu outra coisa que, como Deus, eu pensava que não existia. Imagino que isso que chamamos de amor. Algo assim. Porque tudo que vivi e senti antes me parece agora bobagem, brincadeira.
Se for pra não te ver chorar, vale a pena. Se for pra ver você me dar um sorriso, eu fico horas na chuva, por mim tudo bem, não importa. Eu fui adolescente até pouco tempo atrás, agora eu quero é ficar calmo. Quero contar meus sonhos, mudar de casa, mandar fazer um quadro nosso. Não sei o correto e já não sou tão certo. Faz a vida ser bela e infinita e diz que não somos grandes demais pra pensar que tudo foi perdido e que nada é como antes.
Sigo o coração que diz que não sabe, mas é segredo. Eu sou criança grande, sabe, e eu quero sair e pular nas poças se for pra te ver amar. E como já foi dito, "toda criança sensível saberá o que estou dizendo".
Sigo o coração que diz que não sabe, mas é segredo. Eu sou criança grande, sabe, e eu quero sair e pular nas poças se for pra te ver amar. E como já foi dito, "toda criança sensível saberá o que estou dizendo".
sábado, 12 de abril de 2008
anais nin
"O amor nunca morre de morte natural. Morre porque nós não sabemos reabastecer sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições. Morre de doença e das feridas. Morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho."
Que nunca morra. ♥
Que nunca morra. ♥
segunda-feira, 31 de março de 2008
mário quintana.
"Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor."
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor."
quarta-feira, 26 de março de 2008
caio fernando abreu.
"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo.
Sim, existir é incompreensível e excitante.
As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem."
Sim, existir é incompreensível e excitante.
As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem."
segunda-feira, 17 de março de 2008
os outros - leoni.
já conheci muita gente, gostei de alguns garotos, mas depois de você os outros são os outros.
ninguém pode acreditar na gente separado...
(...)
procuro evitar comparações entre flores e declarações...
(...) mas é certo que eu seria sempre sua. quem pode me entender?
depois de você, os outros são os outros e só.
ninguém pode acreditar na gente separado...
(...)
procuro evitar comparações entre flores e declarações...
(...) mas é certo que eu seria sempre sua. quem pode me entender?
depois de você, os outros são os outros e só.
clarice lispector.
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades - depois disso fica-se um pouco um trapo."
sexta-feira, 7 de março de 2008
lembranças - banda fatale.
"... Com o sonho na estrada, o corpo cansado o tempo parece parar,
E uma névoa seguindo seus passos, faz parecer sempre o mesmo lugar,
Vai meu irmão! Não deixe o destino pra trás!
Não vá... Dizer que seu sonho termine aqui,
O tempo vai te mostrar, um novo caminho pra te guiar.
Seja lá quem escreva os caminhos, deixa o final pra que você o faça.
Não se prenda ao presente viva o futuro e não olhe pra trás.
Lembranças...
Não vá... Dizer que seu sonho termine aqui,
O tempo vai te mostrar, um novo caminho pra te guiar.
Vai! Buscar um pouco mais!
Do que a vida trás!
Esperar é a fraqueza de todos mortais!
Que deixam de viver por não acreditar....!
Dai!! Ao sol um novo lar!
Ao céu um novo mar! À vida a alegria de não se entregar!
Que um dia você vai, sem medo acordar...
Em um mundo onde a estrela é você!
E eu vou.
E uma névoa seguindo seus passos, faz parecer sempre o mesmo lugar,
Vai meu irmão! Não deixe o destino pra trás!
Não vá... Dizer que seu sonho termine aqui,
O tempo vai te mostrar, um novo caminho pra te guiar.
Seja lá quem escreva os caminhos, deixa o final pra que você o faça.
Não se prenda ao presente viva o futuro e não olhe pra trás.
Lembranças...
Não vá... Dizer que seu sonho termine aqui,
O tempo vai te mostrar, um novo caminho pra te guiar.
Vai! Buscar um pouco mais!
Do que a vida trás!
Esperar é a fraqueza de todos mortais!
Que deixam de viver por não acreditar....!
Dai!! Ao sol um novo lar!
Ao céu um novo mar! À vida a alegria de não se entregar!
Que um dia você vai, sem medo acordar...
Em um mundo onde a estrela é você!
E eu vou.
quarta-feira, 5 de março de 2008
caio fernando abreu.
"Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?
Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma outra alegria além de ti.
Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara."
Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma outra alegria além de ti.
Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara."
domingo, 2 de março de 2008
caio fernando abreu.
- Agora olho em volta e não tenho certeza se gostaria mesmo de estar aqui. Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer. O problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa para começar a acontecer.
- Toque nela com cuidado - disse Santiago. - Senão ela foge.
- A coisa ou a pessoa?
- As duas.
- Toque nela com cuidado - disse Santiago. - Senão ela foge.
- A coisa ou a pessoa?
- As duas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
caio fernando abreu.
"deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado..."
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
caio fernando abreu.
"...e em tudo que me contas pensando, suponho, que é teu jeito de dar-se a mim, percebo farpado que te escondes ainda mais, como se te contando a mim negasses quase deliberado a possibilidade de te descobrir atrás e além de tudo que me dizes, é por isso que me escondo dessas tuas histórias que me enredam cada vez mais no que não és tu, mas o que foste, tento fugir para longe e a cada noite, como uma criança temendo pecados, punições de anjos vingadores com espadas flamejantes, prometo a mim mesmo nunca mais ouvir, nunca mais ter a ti tão mentirosamente próximo, e escapo brusco para que percebas que mal suporto a tua presença, veneno, veneno, às vezes digo coisas ácidas e de alguma forma quero te fazer compreender que não é assim, que tenho um medo cada vez maior do que vou sentindo em todos esses meses, e não se soluciona, mas volto e volto sempre..."
À Beira do Mar Aberto.
À Beira do Mar Aberto.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
time.after.time

Achei que eu nunca fosse aprender certas coisas. Mas o tempo passa... e muda tudo...
Nos últimos tempos aprendi duas coisas muito importantes. A primeira foi a guardar n'uma caixinha tudo aquilo que já não me faz bem.
Amizades que já não são as mesmas, lembranças que não constróem nada, amores que o tempo levou com ele...
Dedico um tempo a conhecer essas coisinhas, cada detalhe delas. Um tempo pra saborear mais uma vez a pizza com a borda recheada de cheddar, pra sentir mais uma vez o calor da fogueira e o ouvir as vozes familiares falando e sorrindo e cantando... fechar mais uma vez os olhos e fingir que estou acordando com aquele beijo...
Sinto falta pela última vez de um simples olhar e uma risada gostosa e daquele abraço que sabia como me acalmar e do silêncio que falava tanto...
Amo minuciosamente mais uma vez (e pela última) aqueles olhos e aquela boca e aquele sorrisso e aquelas mãos e cada detalhezinho daquela pessoa que sempre teve um lugar tão seu na minha vida...
Não há como conter as lágrimas... afinal não há nada pior que o "nunca" e o "adeus".
E depois de sofrer e amar e cuidar pela última vez de cada uma dessas coisinhas, as coloco em uma caixinha. Uma caixinha com a cor daquele céu estrelado e vagalumes que aparecem aqui e ali, e tem gosto de qualquer uma daquelas bebidas que usávamos pra não ter barreiras, aquelas bebidas fortes e que nos tornava tão frágeis...
E é ali, bem acomodadas na caixinha, que ficam todas essas coisas com gostos e cheiros e saudades e tanto tanto tanto tanto sentimento que vai pesando nos meus ombros carregá-las.
Então entra o segundo grande aprendizado... Abandonar a caixinha. Abandonar todas aquelas caixinhas que pesam e que fazem chorar caso as abra novamente.
Olho mais uma vez e procuro os vagalumes, não mais com a expectativa de vê-los piscando ou com a dor de não encontrá-los... Só resta um sentimento de leveza, algo assim que eu não sei explicar, mas que parece com aqueles chocolates que me faziam tão bem e tão mal, lembra?
E em um dia com céu limpo ou chuvoso ou uma tarde de pôr-do-sol ou uma noite estrelada ou de tempestade com aqueles trovões e relâmpagos que eu tenho tanto medo, deixo a caixinha. No caminho. Que foi tão importante quanto qualquer outra coisa que esteja guardada lá dentro.
Ficam sonhos não realizados, esperanças desbotadas, beijos sem gosto, amores e promessas e toda aquela coisa que ninguém nunca consegue cumprir, ficam todos os "para sempre" com total certeza de um "nunca mais".
Um "nunca mais" leve. E doce.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
"(...) sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu deus mas como você me dói de vez em quando."
Harriet.
Harriet.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
"Talvez não, perdeste a fé? Não te castiga assim, está tudo em paz. Nunca houve cães. É como uma cantiga de ninar nas cinzas do fim do mundo. Um barbitúrico, se preferires. Entorpece, melancólico, te leva para longe. Já se perdeu, não há futuro. Repousa, meu amigo. Deixa-me passar a mão nos teus cabelos. Está amanhecendo. Em voz baixa, eu canto para te enganar."
Décimo segundo fragmento da décima terceira voz.
Décimo segundo fragmento da décima terceira voz.
sábado, 26 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."
Porto Alegre, 10 de agosto de 1985.
Porto Alegre, 10 de agosto de 1985.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
"... tive vontade de sentar na calçada da rua Augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos."
caio fernando abreu.
"Andei amando loucamente, como há muito tempo não acontecia. De repente a coisa começou a desacontecer. Bebi, chorei, ouvi Maria Bethânia, fumei demais, tive insônia e excesso de sono, falta de apetite e apetite em excesso, vaguei pelas madrugadas, escrevi poemas (juro). Agora está passando: um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem. Ou: que se há de fazer."
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
A Vera e Henrique Antoun
Porto Alegre, 23 de dezembro [de 1971].
Vera e Henrique,
meus queridos: imaginem um mundo de coisas limpas e bonitas, onde a gente não seja obrigado a fugir, fingir ou mentir, onde a gente não tenha medo nem se sinta confuso (não haverá a palavra nem a coisa confusão, porque tudo será nítido e claro), onde as pessoas não se machuquem umas às outras, onde o que a gente é apareça nos olhos, na expressão do rosto, em todos os movimentos - acrescentem a esse mundo os detalhes que vocês quiserem (eu me satisfaço com um rio, macieiras carregadas, alguns plátanos e uma colina - ou coxilha, como se diz aqui no Sul - no horizonte), depois convidem pessoas azuis para se darem as mãos e fazerem uma grande concentração para concretizar esse mundo - e, então, quando ele estiver pronto, novo e reluzante como se estivesse sido envernizado, então nós nos encontraremos lá e eu não precisarei explicar nada, nem contar nenhuma estória escura, porque estórias claras estarão acontecendo à nossa volta e nós estaremos sendo aquilo que somos, sem nenhuma dureza, e o que fomos ficou dependurado em algum armário embutido, junto com sapatos (quem precisará deles para pisar na grama limpa dessa terra?), roupas e enfeites (quem precisará de panos, contas ou cores na terra onde o ar será colorido e enfeitará nossos corpos?) - lá, eu digo, nós nos encontraremos entre centauros, sereias, unicórnios e duendes, e sem dizer nada, com um olhar verde (uma das minhas grandes frustrações sempre foi não ter olho verde - mas lá eu terei) eu direi o quanto gosto de vocês, e voaremos de tanta boniteza - combinado?
Porto Alegre, 23 de dezembro [de 1971].
Vera e Henrique,
meus queridos: imaginem um mundo de coisas limpas e bonitas, onde a gente não seja obrigado a fugir, fingir ou mentir, onde a gente não tenha medo nem se sinta confuso (não haverá a palavra nem a coisa confusão, porque tudo será nítido e claro), onde as pessoas não se machuquem umas às outras, onde o que a gente é apareça nos olhos, na expressão do rosto, em todos os movimentos - acrescentem a esse mundo os detalhes que vocês quiserem (eu me satisfaço com um rio, macieiras carregadas, alguns plátanos e uma colina - ou coxilha, como se diz aqui no Sul - no horizonte), depois convidem pessoas azuis para se darem as mãos e fazerem uma grande concentração para concretizar esse mundo - e, então, quando ele estiver pronto, novo e reluzante como se estivesse sido envernizado, então nós nos encontraremos lá e eu não precisarei explicar nada, nem contar nenhuma estória escura, porque estórias claras estarão acontecendo à nossa volta e nós estaremos sendo aquilo que somos, sem nenhuma dureza, e o que fomos ficou dependurado em algum armário embutido, junto com sapatos (quem precisará deles para pisar na grama limpa dessa terra?), roupas e enfeites (quem precisará de panos, contas ou cores na terra onde o ar será colorido e enfeitará nossos corpos?) - lá, eu digo, nós nos encontraremos entre centauros, sereias, unicórnios e duendes, e sem dizer nada, com um olhar verde (uma das minhas grandes frustrações sempre foi não ter olho verde - mas lá eu terei) eu direi o quanto gosto de vocês, e voaremos de tanta boniteza - combinado?
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
"...impossível que você não perceba como é doloroso para mim mesmo encarar esse rompimento. Afinal, a afeição que nutro por você é um fato.
Teria mesmo chegado ao ponto de dizer nutro? Teria, teria sim, teria dito nutro e relacionamento e rompimento e afeto, teria dito também estima e consideração e mais alto apreço e toda essa merda educada que as pessoas costumam dizer para colorir a indiferença quando o coração ficou inteiramente gelado."
os sapatinhos vermelhos.
Teria mesmo chegado ao ponto de dizer nutro? Teria, teria sim, teria dito nutro e relacionamento e rompimento e afeto, teria dito também estima e consideração e mais alto apreço e toda essa merda educada que as pessoas costumam dizer para colorir a indiferença quando o coração ficou inteiramente gelado."
os sapatinhos vermelhos.
música do dia. 23/01/2008 (13h20)
Quem tem coragem não finge
Rodox
É preciso ter um tempo longe daqui,
Tempo de ficar só.
De andar na areia e sumir.
O amor verdadeiro não reage assim,
Pode fazer melhor:
Esconde o medo e sorri.
Quem já nadou contra a corrente
Sabe usar o vento a favor.
Só o momento é diferente,
É a mesma ferramenta que usou.
Eu não preciso mais fazer o que você diz,
Dei valor ao meu suor.
Ninguém decide por mim.
Se eu agi errado me perdoe porque eu não quis
Amarrar outro nó
Que prende pra dividir.
O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu.
Se um abismo separa a gente,
Quem fez a escavação não fui eu.
Eu sei que gente que tem coragem não finge
Que nada disso aconteceu.
Quando eu acordei era fim de tarde
Meu lado claro escureceu
(Um novo sol só de manhã)
Faz envelhecer tendo a mesma idade
De tanto que a alma sofreu
Eu sei que gente que tem coragem não finge...
Rodox
É preciso ter um tempo longe daqui,
Tempo de ficar só.
De andar na areia e sumir.
O amor verdadeiro não reage assim,
Pode fazer melhor:
Esconde o medo e sorri.
Quem já nadou contra a corrente
Sabe usar o vento a favor.
Só o momento é diferente,
É a mesma ferramenta que usou.
Eu não preciso mais fazer o que você diz,
Dei valor ao meu suor.
Ninguém decide por mim.
Se eu agi errado me perdoe porque eu não quis
Amarrar outro nó
Que prende pra dividir.
O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu.
Se um abismo separa a gente,
Quem fez a escavação não fui eu.
Eu sei que gente que tem coragem não finge
Que nada disso aconteceu.
Quando eu acordei era fim de tarde
Meu lado claro escureceu
(Um novo sol só de manhã)
Faz envelhecer tendo a mesma idade
De tanto que a alma sofreu
Eu sei que gente que tem coragem não finge...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
caio fernando abreu.
"Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total. Até a próxima morte, que qualquer nascimento pressagia."
caio fernando abreu.
"Quer dizer então que a sua bed-trip continua a mesma? Puxa, você sempre acha tudo um lixo. Corta essa. Olha, sabe duma coisa que eu aprendi? O segredo do belo está aqui, oh. Na sua cuca, no seu olho que realmente vê, dentro de você. Se você souber olhar as coisas dum jeito mágico, tudo fica mais bonito. "
música do dia. 21/01/2008 (20h30)
Nem um dia
Djavan
Um dia frio,
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo.
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide
Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris.
Djavan
Um dia frio,
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo.
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide
Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
eternal sunshine of the spotless mind.
"Blessed are the forgetful, for they get the better even of their blunders."
Nietzsche
"Abençoados os que esquecem, pois aproveitam até mesmo seus equívocos."
"How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd."
Alexander Pope.
"Feliz é o destino da inocente vestal!
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

Não poderia começar diferente, né?!
Nietzsche
"Abençoados os que esquecem, pois aproveitam até mesmo seus equívocos."
"How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd."
Alexander Pope.
"Feliz é o destino da inocente vestal!
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças!
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

Não poderia começar diferente, né?!
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